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Redescobrindo a Peverella
Há vinhas que dão uvas. E há vinhas que dão histórias. Os Zanini fazem ambas as coisas. Desde a segunda década do século XX, guardam, nas colinas da Serra Gaúcha, o segredo da uva Peverella — uma variedade branca, rara, que encontrou, nos sulcos da terra brasileira, um lar silencioso e fértil.
A memória mais antiga desse cultivo repousa em papel e tinta: na edição de 8 de março de 1934 do jornal O Momento, de Caxias do Sul, Santo Zanini é celebrado como um dos grandes produtores de uvas viníferas brancas na Festa da Uva daquele ano. Com sua Peverella, recebeu, como prêmio, uma cópia do quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci — uma obra de arte para um homem que fazia da terra o seu ateliê.
Mas o tempo, com sua pressa e esquecimento, quase apagou a Peverella dos mapas e dos vinhedos. Foi preciso que o vento soprasse novamente sobre a história. Em 2002, Luís Henrique Zanini — enólogo, poeta, herdeiro do silêncio e da seiva — iniciou o resgate da uva quase extinta. Através da Era dos Ventos, a Peverella renasceu como quem volta de um longo sono.
O vinho da vindima de 2014 foi eleito o melhor vinho do Brasil pelo Guia Descorchados e atravessou os trópicos até Nova York, em 2019, onde representou o Brasil no lançamento mundial do guia. Um mês antes, já havia encantado os leitores do jornal parisiense Le Figaro, com sua alma dourada e seu perfume de memória.
Mas Zanini não planta apenas uvas — ele cultiva palavras. Em seu livro A Era dos Ventos, entre as páginas 213 e 243, narra a saga da Peverella como quem conta um mito: fala das origens do nome, das lendas que a cercam, das raízes que não se veem, mas sustentam tudo. Ali, a uva deixa de ser apenas fruta: vira símbolo, tempo, gesto e poesia.
A Peverella é isso — um fio de luz entre gerações. Uma uva que carrega o vento no nome e o tempo na alma.
Vinhos Era dos Ventos
Vinho Humano
Nosso vinho tem uva, mas também tem esforço, conhecimento e, principalmente, história. Conheça o que torna cada garrafa de Era dos Ventos única.
Nossas Raízes
Cercada pela exuberante natureza da Serra Gaúcha, a Zanini orgulha-se em preservar e resgatar os processos tradicionais da produção de vinhos. Cada garrafa, elaborada de forma artesanal, guarda em seu interior a essência de mais de um século de história vitivinícola da região, unindo tradição, cuidado e autenticidade em cada detalhe.