Vinho Artesanal,

Vinho Natural

Os vinhos da Era dos Ventos são elaborados em dornas de carvalho francês da década de 1930. As fermentações ocorrem de forma espontânea e aberta, respeitando a natureza do mosto e a expressão da terra.

maceração – período em que as cascas permanecem em contato com o mosto – é de aproximadamente 30 dias para os vinhos tintos, o mesmo tempo utilizado na elaboração do clássico Peverella.

Cada vinho tem uma história

A única exceção quanto ao tipo de recipiente utilizado é no vinho branco macerado Trebbianno on the Rock, que passa por maceração em um lagar de basalto, rocha-mãe da Serra Gaúcha. Essa escolha valoriza a identidade geológica local e confere características únicas ao vinho, como mineralidade.

Os espumantes Minuano são elaborados a partir de uma única fermentação, com degorgement realizado ao final do processo. Já o Espumante Peverella é produzido de forma distinta: um vinho de safra antiga é adicionado ao vinho em fermentação, e a conclusão do processo se dá por meio do método clássico (champenoise).

A uva Peverella também é utilizada para a produção de um vinho licoroso, elaborado a partir de uvas desidratadas que passam por um período de ventilação controlada, concentrando açúcares e complexidade aromática.

Vinum Poësis

E então a Lua
Ao inundar com sua luz o vinhedo
Ilumina o varal de uvas pendentes
O Vento as acorda do sono da madrugada
E as embala em tortuoso minuetto

O Sol amanhece em quartetos
Vai escrevendo entre aurora e poente
Com sua pena de luz
O que os humanos ainda não compreendem

Assim é o Vinho etéreo,
Fecundado pelo Sol, Lua e Vento
Deixando em ti este gosto
De presente, sem tempo.

Luis Henrique Zanini

Regeneração

A regeneração na viticultura vai além da sustentabilidade: busca restaurar solos degradados, promover biodiversidade e fortalecer a resistência dos vinhedos frente às mudanças climáticas. Isso envolve práticas como o uso de coberturas vegetais, o resgate de variedades antigas adaptadas ao ambiente local, a redução de insumos químicos e a recuperação da paisagem original. 

Zanini é reconhecido por recuperar castas quase extintas como a Peverella, por vinificar com métodos ancestrais e por valorizar o ecossistema local, incluindo a presença de espécies nativas como a araucária. Seu trabalho reflete os princípios da viticultura regenerativa ao rejeitar a monocultura e ao integrar natureza, cultura e vinho em um mesmo ciclo. A Era dos Ventos, assim, não apenas produz vinhos autorais e singulares, mas também aponta caminhos para uma vitivinicultura mais viva, diversa e enraizada no bioma da Mata Atlântica.

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